sexta-feira, 24 de junho de 2005

Contra a homofobia



O matrimónio é umha instituiçom legal que protege e alarga os direitos das pessoas que se acolhem a essa instituiçom, a qual tradicionalmente está restringida apenas a alguns grupos sociais, pois adopta na sociedade ocidental moderna a forma heterossexual monogámica.

Enquanto que nos últimos anos vem avançando-se cara a devaluaçom da instituiçom matrimonial, procurando a máxima equiparaçom legal do matrimónio com outras formas de uniom, através da promulgaçom polos Estados de leis de parelhas de facto ou de leis de uniões civis, o movimento LGTB (ou GLBT, siglas que referem às iniciais de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais) demanda em todo o mundo o acesso das parelhas homossexuais aos privilégios e benefícios legais do matrimónio e qualquer outra figura legal emergente (parelhas de facto, uniões civis, etc.), a total equiparaçom legal, enfim, entre homossexuais e heterossexuais.

Na Central de Notícias Gays, podemos acompanhar em galego-português a evoluçom das reivindicações dos movimentos GLBT em todo o mundo.

Cabe ao Estado Espanhol um papel protagonista nestes momentos na reivindicaçom mundial da equiparaçom legal entre homossexuais e heterossexuais, umha vez que o governo saído da maioria progressista surgida das últimas eleições legislativas apresentou um projecto de lei equiparando o matrimónio homossexual ao heterossexual sem qualquer discriminaçom legal, inclusive na adopçom.

A direita reaccionária espanhola, fiel ao seu compromisso com um mundo desigual e hierárquico, costuma defender os privilégios sociais para apenas uns grupos sociais contra a extensom desses privilégios aos demais grupos sociais equivalentes. Para tal, aliada coa Igreja Católica (reconhecida instituiçom antidemocrática, hierárquica, machista e homofóbica), organizou umha manifestaçom estatal em Madrid, coincidido coa jornada de reflexom da campanha eleitoral galega, que supujo um fracasso de assistência pois nom conseguiu a afluência que esperava, ainda que a sua falta de escrúpulos e pudor impediu-lhes de reconhecê-lo, e em troca fizérom um ridículo e patético exercício de compensaçom freudiana contabilizando mais de um milhom de manifestantes (alguns falárom até de dous milhões, talvez somando todas as pessoas que naquela tarde se encontravam nas ruas de Madrid, e nom apenas no reduzido percurso que impossibilita acreditar nem sequer na metade dessas cifra).

Estes grupos homofóbicos e reaccionários, muitos claramente fascistas com bandeiras franquistas, dizem defender o "direito a um pai e umha mãe" das crianças, co qual nom estám indo apenas contra homossexuais e bissexuais, mas também contra heterossexuais com filhos ou que queiram adoptar filhos, em famílias monoparentais, como permite a legislaçom em vigor, e ainda que afirmam respeitar os homossexuais, aduzem como umha das razões para pôr-se em contra da adopçom de filhos por casais homossexuais a sua crença de que esses filhos terám mais probabilidades de serem homossexuais que os criados em famílias heterossexuais.

Neste contexto estám programadas ainda várias mobilizações sociais para festejar o Dia do Orgulho Gay, que é comemorado cada ano em 28 de junho, com manifestações nessa data ou nos fins de semana próximos a ela.

Neste ano, a Federaçom Galega de Grupos GLBT "Aturuxo" convocou manifestaçom nacional em Lugo para sábado 2 de Julho, às 20 horas, desde a Praza Maior (diante do edifício da Cámara Municipal) até a Praza de Campo Castelo, onde será lido um manifesto. Pode obter-se mais informaçom em Vieiros e Lesbicompos.

No passado fim de semana já houvo manifestações em Compostela e muitas outras cidades como a capital do Tejo, Valência, Málaga, Paris, Berlim...

Além da manife galega de Lugo, noutros países ibéricos estám agendadas mobilizações similares: Porto, Barcelona e Madrid (a que iremos o meu companheiro e eu).

Se nom puderes assistir a nengumha delas, com certeza terás ocasiom de colaborar com algumha outra iniciativa contra a homofobia


Homofobia

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