quarta-feira, 20 de julho de 2005

Antony and the Johnsons

Antony polo chãoA banda nova-iorquina Antony and the Johnsons actua em Compostela amanhã, 21 de julho, às 23:30.

Para quem interessar, deixo aqui a ligaçom para um documento coas letras das suas canções, incluindo umha traduçom de Óscar Mendes e Milton Amado do poema "The Lake" de Edgar Allan Poe.

Neste vídeo pode ver-se a interpretaçom feita no Círculo de Belas Artes de Madrid, no 28 de março passado, da sua versom do poema.

Bom proveito...






The Lake

Edgar Allen Poe (1827)

In spring of youth it was my lot
To haunt of the wide world a spot
The which I could not love the less-
So lovely was the loneliness
Of a wild lake, with black rock bound,
And the tall pines that towered around.

But when the Night had thrown her pall
Upon that spot, as upon all,
And the mystic wind went by
Murmuring in melody-
Then- ah then I would awake
To the terror of the lone lake.

Yet that terror was not fright,
But a tremulous delight-
A feeling not the jewelled mine
Could teach or bribe me to define-
Nor Love- although the Love were thine.

Death was in that poisonous wave,
And in its gulf a fitting grave
For him who thence could solace bring
To his lone imagining-
Whose solitary soul could make
An Eden of that dim lake.

O Lago

(Trad. de Oscar Mendes e Milton Amado)

No verdor de meus anos, meu destino foi só
habitar, de todo o vasto mundo,
uma região que amei mais do que todas,
tanto encantava a solidão de um lago
selvagem, que cercavam negras rochas
e altos pinheiros, dominando tudo.

Mas quando a Noite, em treva, amortalhava
esse recanto e o mundo, e o vento místico
chegava, murmurando melopéias,
então, ah! sempre em mim se despertava
o terror desse lago solitário.


Não era, esse, um terror, porém, de espanto,
mas um delicioso calafrio,
sentimento que as jóias mais preciosas
não inspiram, nem fazem definir;
nem mesmo o amor, nem mesmo o teu amor.

Reinava a Morte na água envenenada
e seu abismo era um sepulcro digno
de quem pudesse ali achar consolo
para seus pensamentos taciturnos,
de quem a alma pudesse, desolada,
no torvo lago ter um Paraíso.




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