segunda-feira, 11 de julho de 2005

Dívida histórica: Homologaçom e facto diferencial

A configuraçom política do Estado espanhol, que parece pretender a homologaçom dos diversos povos que envolve, nom consegue impedir que mais cedo que tarde acabe por emergir a hierarquizaçom dos diversos grupos nacionais que subjaz ao discurso estatal falsamente igualitário. O problema provém de pretender igualar realidades diferenciadas, sem levar em conta as diferenças, ou diferenciar aspectos homologáveis produzindo na Galiza um tratamento injusto e subordinado bem conhecido.

Umha das formas em que assoma esta contradiçom é a do conflito ou contraste entre o Estado e Galiza ou entre Galiza e outras comunidades. Nas recentes eleições autonómicas vimos o facto diferencial eleitoral galego, co voto emigrante, como já tratei aqui.

Agora, coas conversas entre os futuros sócios de governo, estám a aflorar outras contradições deste tipo, como a da dívida histórica, em torno à qual o BNG vem demandando um pacto nacional desde hai tempo.

No fim de semana passado, Emílio Pérez Touriño manifestou os seus reparos a aceitar o conceito de "dívida histórica", apesar de o Secretário Geral do PSOE Estatal tê-lo admitido inicialmente. Já antes, Rodríguez Ibarra, presidente de Extremadura, negava a existência de tal dívida histórica.

Ora, é curioso que o partidário e nacionalista termo "dívida histórica" seja exactamente o que aparece na reivindicaçom do último parágrafo da exposiçom de motivos do Orçamento Geral da Comunidade extremenha de 2005 e em anos anteriores... E que esse mesmo termo esteja a ser usado nestes dias em Andaluzia, que desde hai anos fai a mesma reclamaçom.

Enfim, também co debate sobre o conceito "dívida histórica" fica à vista, mais umha vez, o comportamento dos partidos estatais e que o sentido em que chega a Galiza a pretensa homologaçom das comunidades autónomas nom é outro que o da subordinaçom.

1 comentário:

galeidoscopio disse...

Obrigado por incluir a minha bitácora nas túas ligazóns. Saúde sempre.