terça-feira, 30 de maio de 2006

Reintegraçom e Integraçom

Parece-me haver, inclusive nos grupos de normalizaçom lingüística, umha grande falta de visom de futuro com respeito a um dos aspectos que ganhará mais peso no processo de normalizaçom nas próximas décadas: a imigraçom, e a sua integraçom na língua do país.

Sem dúvida este aspecto está subordinado ao do próprio processo de normalizaçom interno. Galiza é já um país desintegrado o bastante como para ter difícil a integraçom de qualquer imigrante alófono, mas devemos estar atentos às características da imigraçom que chega ao nosso país para aproveitar as possibilidades favorábeis, nom só para a sua integraçom mas inclusive para o processo geral de normalizaçom.

Por exemplo, segundo a Opinión do passado 24 dos 30.783 trabalhadores estrangeiros de alta na Segurança Social na Galiza, os lusófonos parecem ser o grupo maioritário em funçom da língua (8.760 som portugueses 1.476 brasileiros, e há ainda os cabo-verdianos), em número similar aos hispanófonos (3.185 colombianos, 1.968 argentinos, 1.488 uruguaios, 1.134 peruanos, 1.083 venezuelanos...). Também os dados do IGE reflectem a crescente importáncia da imigraçom brasileira, e a constante portuguesa.

De facto, já o Plano de Normalizaçom Lingüística aprovado por unanimidade no Parlamento, fazia umha referência (despropositada no seu isolacionismo) ao colectivo português ao falar da imigraçom:
Aproveitar a actitude favorable dos inmigrantes e a facilidade que algunhas etnias teñen para os idiomas (dos 50.000 inmigrantes, o 25% son portugueses). (p. 232)

Com esta realidade, o que nom se deveria manter cara ao futuro, agora que está a tratar-se a modificaçom do Estatuto de Autonomia, é a subordinaçom das variantes internacionais do Galego-Português, nom reconhecidas oficialmente, face às variantes internacionais do Castelhano, si reconhecidas, pois daí decorre a discriminaçom dos lusófonos com respeito aos hispanófonos, o qual claramente dificulta a normalizaçom lingüística e propícia a passagem para o Castelhano desses milhares de pessoas provenientes de países que falam variantes da nossa língua, incorporando-os às dinámicas de substituiçom. Portanto, a discriminaçom dos falantes das variantes internacionais da nossa língua é também a discriminaçom dos falantes da variante nacional do Galego-Português.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Mecanismo para pesquisar em Chuza! com Firefox

Publico aqui um novo mecanismo de pesquisa de Firefox, desta vez para Chuza!

Para instalá-lo, usando Firefox, preme no ícone de Chuza! a seguir:



Também se pode instalar desde a página correspondente do Projecto Mycroft.

Como outras vezes, recomendo usar ConQuery

quarta-feira, 10 de maio de 2006

O asteróide do PP

Acho que o programa que emite a TVG nas noites das segundas-feiras, "Hai Debate", é umha boa mostra do que representa a recente mudança de governo concretamente para a televisom pública da Galiza mas também para o debate político e social no nosso país. A simples existência do programa, e os temas que nel som tratados, descolocam aos representantes do Partido Popular, que jamais teriam favorecido debates abertos deste tipo, e de facto impedírom todo o que pudérom a existência de espaços de debate plural na Galiza.

Nos programas que tenho visto, percebim umha especial consideraçom por parte da apresentadora cos representantes do PP e umha tendência a interromper aos representantes do BNG, ainda que no último programa isto nom fosse tam manifesto. De resto, o da passada segunda-feira foi um debate similar aos prévios na posiçom incómoda e neutralizada do Partido Popular, incapaz de fazer com base em argumentos sólidos umha oposiçom séria ao BNG e ao PSdG, que sustentam o actual governo galego. E coa agravante de que nesta ocasiom, pola natureza dos temas tratados, que nom atingiam directamente ao labor do governo autonómico, era mais difícil que se centrassem, como noutras ocasiões, em tentar dar umha imagem de divisom e enfrentamento entre os representantes dos partidos governantes.

Umha eloqüente mostra desta clamorosa falta de argumentos do PP deu-na o seu deputado no Parlamento galego, Ángel Bernardo Tahoces, contestando com umha absurda e ridícula defesa dos EUA, as críticas feitas polo porta-voz do BNG nas Cortes Espanholas, Francisco Rodríguez, à política exterior desse país no Médio Oriente.





Pouco se pode acrescentar. Mas será que filmes como Armageddon podem danar o cérebro?