quinta-feira, 24 de maio de 2007

A imposiçom do espanhol na campanha eleitoral

Contrariamente ao que afirmava hai dias o Presidente da RAG, cuja intervençom pública ainda parece com freqüência mais inspirada na filosofia fraguiana do bilinguísmo harmónico que no compromisso pola normalizaçom lingüística, se algumha característica relevante quanto à língua está a ter na Galiza a campanha das Municipais 2007 é a de apresentar o maior uso do espanhol até hoje. E nom só pola ambivalência nos lemas eleitorais escolhidos, mas também polo uso público dessa língua por parte das forças espanholistas, nomeadamente o PP e PSOE, mas também grupos que, como esses dous, dim considerar-se "galeguistas", a começar polo autodenominado "Partido Galeguista" -que já nada tem a ver co partido de Castelão e Bóveda.

Quer na longa pré-campanha, quer no estrito prazo de campanha eleitoral, muitos candidatos do PP e nom poucos do PSOE, estám a utilizar maioritaria ou exclusivamente o espanhol nos comícios e intervenções públicas. Exemplos disso entre os candidatos das cidades som os do PP por Vigo (Corina Porro), Lugo (Joaquín G. Díez) e Ferrol (Juan Juncal) e os do PSOE na Corunha (Javier Losada) e Ferrol (Vicente Irisarri). O candidato do PSOE em Vigo utilizou o espanhol na pré-campanha mas passou a usar maioritariamente o galego na campanha, sem dúvida condicionado pola necessidade de contar co apoio do BNG para poder ser alcaide e tentando reforçar assi a imagem dum possível pacto PSOE-BNG com melhor resultado que o de 2003. Estes candidatos locais utilizam o espanhol mesmo em actos em que os dirigentes nacionais dos seus partidos empregam o galego. Militam, portanto, no preconceito lingüístico. Estám pola discriminaçom do galego e o conflito sociolinguístico e nom pola normalizaçom da língua e a coesom sociolingüística.

Quanto aos dirigentes nacionais dos partidos, estamos já afeitos nos últimos anos a ouvir-lhes um galego deturpado e castelhanizado, que demostra o seu desprezo à língua e aos conflitos subjazentes. Mas nesta campanha eleitoral um dos dirigentes dos três partidos maioritários, Alberto Núñez Feijóo, está a utilizar com freqüência assuntos de política lingüística, sempre num sentido galegófobo e reforçando preconceitos. Assi, um dia di nom querer "que as bonecas falem só em galego", obviando a realidade social de que no mercado galego as bonecas falam só em castelhano, cousa que obviamente si quer manter, vários dias lançou os ataques mais diversos às galescolas, coas que deve ter pesadelos, e ainda hai poucos que proferiu umha ferrenha defesa do uso do espanhol e da deturpaçom do galego afirmando falar "como nos dá a gana" num discurso em que misturou na mesma frase galego e espanhol, prática na que está a reincidir. E ainda que talvez el nom seja consciente do bem que exprimiu a sua atitude lingüística, com efeito, já leva tempo usando o galego como lhe peta, introduzindo castelhanismos a eito e construindo as frases de acordo coa estrutura gramatical do castelhano, razom pola que quase nunca coloca correctamente o pronome átono enclítico. O galego deve ser, na concepçom destes espanholistas, a única língua que se pode falar como lhes pete, e nom como ditam as regras que a definem e que a convertem num instrumento útil de comunicaçom, cousa que eles ameaçam na sua constante agressom castelhanizadora.

sábado, 12 de maio de 2007

Estamos em campanha

Gostei do vídeo eleitoral do BNG.



Oxalá Alexandre Sánchez Vidal seja o próximo presidente da Cámara Municipal de Ourense, que Lores aumente os seus apoios eleitorais em Ponte-Vedra, e aumentem também os alcaides e vereadores nacionalistas nas vilas e no rural, e que o BNG seja decisivo para a formaçom de governos de esquerda por toda a Galiza.

O BNG é a alternativa ao bipartidismo espanholista que nos anula como país e aos partidos coloniais que aspiram a continuar gerindo, também desde os concelhos. a marginaçom política, económica, social, cultural e lingüística da cidadania galega. O BNG pode cometer erros, e com efeito comete-os, mas sinceramente penso que poucas vezes justificariam a retirada do voto nom já dum nacionalista convicto, mas mesmo de um galego que opte por um futuro mais digno e justo para Galiza. O seu aumento eleitoral em termos gerais no nosso país é a melhor garantia para que a política galega evolua em termos dignificadores, de formaçom dumha consciência cívica e democrática galega, hoje quase inexistente, e de bem-estar social.