sábado, 2 de agosto de 2008

Morreu Leopoldo Alas

Alcançou-no onte um desses «zarpazos de la muerte» polos que el próprio, no seu mais recente livro de poemas (El Concierto del Desorden), dizia odiar o verão.

Leopoldo Alas, além de ser umha pessoa extraordinária, vitalista, inteligente, honesta e enormemente afável, possuia umha sensibilidade literária que o torna um dos melhores poetas contemporáneos. Apesar de nom ter sido reconhecido como tal em vida, confio em que o tempo acabe colocando-o no lugar sobranceiro que deve ocupar como poeta.

Para unir-me ao luto expressado já em decenas de meios e blogues, transcrevo um poema, que nom encontrei na internet ainda, desse último livro, no qual nos dedicou ao meu marido Joel, através de quem o conhecim, e a mim o intitulado "Iluminación", e de cujo "Solaris" lembro o entusiasmo com que nos telefonou para o compartir connosco depois de o ter escrito.

Deixo também essa foto sua, tomada polo Joel em 2004.

Descansa em paz, Leopoldo.

Quise Amarte

Quise amarte sobre todas las cosas
y que esa ilusión no se ensuciara,
que no fuera la fiebre y la misma enfermedad
el cerco que se estrecha por segundos
sobre el sueño más noble. Y volver a rendirme.
No pudieron persuadirme las máscaras,
ni tan siquiera las más convincentes,
del fracaso seguro del intento.
Quise amarte y no puedes existir.
Quise darte mi tiempo y no me ves.
Y el día que te tuve se hizo noche.

Leopodo Alas, Concierto del Desorden, 2007 (p. 19).