sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O próprio nom se impom

Hoje topei em Vieiros co que julgo ser um dos melhores exemplos de discurso pedagógico, a respeito do conflito lingüístico que padecemos, para combater um dos aspectos mais daninhos do discurso galegofóbico: a absurda alusom à imposiçom do Galego na Galiza.

Numha das notícias mais vistas e mais comentadas neste momento nesse portal, sob a manchete O galego na Xunta: un paso cara adiante, outros dous para atrás, di-se que o deputado socialista Xosé Manuel Lage, «anticipándose ás acusacións de intento de "imposición", razoou que "non se impón o que é propio" e atribuíu este argumento ao "complexo dalgúns"».

Talvez nom seja a primeira vez que um representante político ou social emprega este razoamento, mas eu é a primeira vez que o encontro na imprensa, exposto com umha clara finalidade pedagógica e contrapondo, dumha forma singela, a galegofobia com argumentos facilmente entendíveis e adoptáveis na sociedade, independentemente da ideologia política, na defesa dumha legislaçom favorável à normalizaçom (isso que os que odeiam o galego chamam "imposiçom") da língua do país.

Pessoalmente empreguei-no, quando tivem ocasiom, num debate representando à AGAL ao lado do Carlos Callón em representaçom da MNL, na Faculdade de Ciências Políticas da USC, que a Assembleia de Estudantes dessa faculdade organizou no curso passado. E penso que os preconceitos que subjazem ao discurso sobre a "imposiçom do galego" nom estám a ser ainda eficazmente combatidos. De facto, seria conveniente que o argumento agora empregado por Lage Tuñas passe a ser usado com freqüência, pois isso permitirá desenvolver razoamentos mui eficazes para desmascarar os sectores galegofóbicos perante a maioria da sociedade.

Se cada vez que se nega (tam absurdamente como se afirma) que o galego nom é ou nom foi imposto, se denunciasse o absurdo de afirmar que a língua própria de Galiza seja imposta na Galiza (!), nom só se estaria combatendo eficazmente esse despropósito galegofóbico como também se estariam reforçando os alicerces para avançar na normalizaçom da língua.


cartaz ridiculista
cartaz ridiculista

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