quinta-feira, 25 de março de 2010

O experimento Feijóo

Aonde nos conduzirá o governo Feijóo nos próximos três anos? Levamos só um dos quatro que em princípio durará a sua legislatura e resulta inaturável a política de desmantelamento, demoliçom e guerra cultural contra o país que supostamente governam. 

Em poucos dias, a deturpaçom da toponímia galega polo conselheiro de Cultura, a apresentaçom do decretaço rearmado contra o galego, a promoçom do auto-ódio e da imposiçom do castelhano polos representantes da ala mais galegofóbica do PP desde o parlamento ou a administraçom pública, a ridícula e infame traduçom ao castelhano de Castelao por parte do presidente também em sede parlamentar ou a utilizaçom da instituiçom do Valedor do Povo para servir os interesses dessa minoria ultraconservadora no poder impossibilitam umha resposta adequada a tal cúmulo de despropósitos. Estám tentando fazer natural e normal o seu grau extremo de auto-ódio e desrespeito à língua e cultura nacional. 

Assi, o Valedor veu neutralizar  a campanha iniciada hai só uns dias pola Mesa para exigir a demissom dos conselheiros Roberto Varela e Jesús Vázquez. Ante umha irresponsabilidade escandalosa e um desrespeito inaceitável à cultura ou a língua do país, e perante a contestaçom de boa parte da sociedade, submete-se esta a outro despropósito similar ou maior, e assi até que se naturalizem os despropósitos e já nom podam ser vistos como tais, ou seja impossível a sua contestaçom social efectiva. 

É todo um experimento político em desenvolvimento. Um decidido programa de bestializaçom e alheamento que poderá ter conseqüências nefastas para a sociedade. 

Mas a alternativa à naturalizaçom e à assunçom normalizada do despropósito, da irresponsabilidade política e da promoçom do auto-ódio pode ser a saturaçom e a rejeiçom. E além do que, todo experimento abre umha porta ao imprevisto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Demissom

Adiro à necessária campanha da Mesa para pedir a demissom dos conselheiros de Cultura, Roberto Varela, e Educaçom, Jesus Vázquez.

Podes aderir enviando o e-mail, e espalhando ou publicando os banners da campanha pola internet, se tens un blogue ou qualquer outro web:


código fonte:


<a href="http://www.amesanl.org/campanhas.html"><img src="www.amesanl.org/campanhas/conselleirosdimision.gif" border="0"></a>


versom mais pequena, para colunas laterais de blogues:


código fonte:


<a href="http://www.amesanl.org/campanhas.html"><img src="www.amesanl.org/campanhas/conselleirosdimision.gif" height="70" width="170" border="0"></a>

terça-feira, 9 de março de 2010

Rosa Díez, conselheira de Cultura

Roberto Varela deturpa a toponímia galega

Chama a atençom a contundente resposta social ao uso "mais pejorativo" da palavra galego por Rosa Díez se a comparamos coa toleráncia cara às agressões e insultos à nossa cultura reiterados por ninguém menos que o nosso próprio conselheiro de Cultura, Roberto Varela, cuja continuaçom no cargo é um opróbio para o nosso país.

Este conselheiro já se estreou afirmando que a cultura galega limita, e demonstrando portanto uns preconceitos que o inabilitam para desempenhar o cargo que indignamente ocupa. Mas, por se isso nom bastasse, também qualificou a cultura que deve defender e promover de ensimesmada e acomplexada, polo que mereceu a petiçom de demissom dos 11 escritores galegos distinguidos polo Ministério de Cultura espanhol nos seus Prémios Nacionais de Literatura, que continuam existindo porque o ministério espanhol da Cultura nom tem à sua frente um representante tam inovador como o nosso conselheiro.

Vai ter razom o jornal El País quando afirmava num editorial (posteriormente emendado) que havia algo de suspeitoso na unánime contestaçom social ao comentário galegófobo de Rosa Díez. Pode ser que a consensuada repulsa social nom casasse, em Madrid, co estereótipo do galego submisso mas, estereótipos à parte, nom deixa de ser realmente suspeitoso que todo o arco parlamentar e social se escandalizasse cos seus recentes insultos, mas que anteriormente lhe rissem a graça ou fizessem silêncio (salvo algumha honrosa excepçom) quando, no passado outubro, veu proferir o mesmo insulto aqui, entre nós, no Clube Financeiro da Corunha. Sabemo-lo polo Xornal de Galicia, porque outros meios ocultárom o insulto (veja-se, em contraste, como "informou" a Voz). Ainda hoje nom se sabe, para além da jornalista que assina a notícia do XdG, de ninguém presente naquela palestra que denunciasse o galegófobo comentário da líder política mais valorada polos espanhóis.

Naquel editorial perguntava-se o jornal madrileno se a contestaçom a Rosa Díez  teria sido a mesma no caso de ela ser galega. Mas o realmente pertinente era perguntar que teria acontecido, nom se ela fosse galega, mas se nos vinhesse insultar aqui à Galiza, entre público afim, mais umha vez... ou se os seus insultos tivessem saído dum conselheiro de Cultura.