terça-feira, 9 de março de 2010

Rosa Díez, conselheira de Cultura

Roberto Varela deturpa a toponímia galega

Chama a atençom a contundente resposta social ao uso "mais pejorativo" da palavra galego por Rosa Díez se a comparamos coa toleráncia cara às agressões e insultos à nossa cultura reiterados por ninguém menos que o nosso próprio conselheiro de Cultura, Roberto Varela, cuja continuaçom no cargo é um opróbio para o nosso país.

Este conselheiro já se estreou afirmando que a cultura galega limita, e demonstrando portanto uns preconceitos que o inabilitam para desempenhar o cargo que indignamente ocupa. Mas, por se isso nom bastasse, também qualificou a cultura que deve defender e promover de ensimesmada e acomplexada, polo que mereceu a petiçom de demissom dos 11 escritores galegos distinguidos polo Ministério de Cultura espanhol nos seus Prémios Nacionais de Literatura, que continuam existindo porque o ministério espanhol da Cultura nom tem à sua frente um representante tam inovador como o nosso conselheiro.

Vai ter razom o jornal El País quando afirmava num editorial (posteriormente emendado) que havia algo de suspeitoso na unánime contestaçom social ao comentário galegófobo de Rosa Díez. Pode ser que a consensuada repulsa social nom casasse, em Madrid, co estereótipo do galego submisso mas, estereótipos à parte, nom deixa de ser realmente suspeitoso que todo o arco parlamentar e social se escandalizasse cos seus recentes insultos, mas que anteriormente lhe rissem a graça ou fizessem silêncio (salvo algumha honrosa excepçom) quando, no passado outubro, veu proferir o mesmo insulto aqui, entre nós, no Clube Financeiro da Corunha. Sabemo-lo polo Xornal de Galicia, porque outros meios ocultárom o insulto (veja-se, em contraste, como "informou" a Voz). Ainda hoje nom se sabe, para além da jornalista que assina a notícia do XdG, de ninguém presente naquela palestra que denunciasse o galegófobo comentário da líder política mais valorada polos espanhóis.

Naquel editorial perguntava-se o jornal madrileno se a contestaçom a Rosa Díez  teria sido a mesma no caso de ela ser galega. Mas o realmente pertinente era perguntar que teria acontecido, nom se ela fosse galega, mas se nos vinhesse insultar aqui à Galiza, entre público afim, mais umha vez... ou se os seus insultos tivessem saído dum conselheiro de Cultura.

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