terça-feira, 20 de abril de 2010

A falácia da tendência ao bilingüismo na Galiza

Praticamente todos os meios que informárom sobre os dados de uso e conhecimento do Galego de 2008 recentemente publicados polo IGE salientavam o "aumento do bilingüismo" ou da "tendência ao bilingüismo", baseando-se na comparaçom entre 2001 e 2008 dos relativos à língua usada habitualmente.

Mas afirmar hoje que a tendência nos comportamentos lingüísticos na Galiza é ao bilingüismo, entendendo por tal o uso habitual de ambas as línguas é totalmente falso. A tendência, devido ao nível de conculaçom dos direitos lingüísticos galegos pola imposiçom maciça do Castelhano, nom pode ser outra que ao monolingüismo nessa língua, ao abandono (mais ou menos conflivo) do Galego, e posteriormente ao seu desconhecimento e incapacidade ou incompetência para usá-lo.

Isto fica reflectido nas tendências observáveis na Galiza urbana, que é a que marca o passo que depois seguirám as vilas e mais tarde o rural. Utilizando os dados das sete cidades galegas em conjunto e homologando as opções "mais galego que castelhano" e "mais castelhano que galego" de 2008 à opçom "ambas" do recenseamento municipal de 2001 (que constitui os dados que o IGE atribui ao 2003), eis a comparativa entre 2001 e 2008, que reflecte o aumento do monolingüismo que já se verificava na comparativa por cidades publicada hai dias.







Obviamente, a mudança significativa nom está na tendência ao bilingüismo.

Mas hai ainda outro dado interessante que nega a suposta tendência ao bilingüismo. O bilingüismo consiste na capacidade de compreender e usar duas línguas e os dados publicados polo IGE mostram factores que estabelecem umha tendência à diminuiçom do bilingüismo na Galiza, ao produzir-se, entre 2001 e 2008, um aumento das pessoas que afirmam nom saber falar Galego (de 1,80% para 3,13%) e dos que dim compreendê-lo pouco ou nada (de 2,79% para 5,21%)

Obviamente, esta tendência é maior nas cidades, havendo incluso algumha em que a percentagem de pessoas que dim nom saber falar Galego é similar à de monolíngües em Galego. Em Vigo 6,85% afirmam nom saber falar Galego e outros 18,16% dim sabê-lo pouco face aos 7,09% que dim falá-lo sempre (mas que Galego poderám usar ao topar-se com um desses 25,01 % que nada ou pouco sabem del?). 

O monolingüismo em Galego nom compete já nas cidades cos níveis do monolingüismo em Castelhano, mas cos da ostentaçom da ignoráncia do Galego, ignoráncia que a minoria galegofóbica que o governo Feijóo alenta pretende converter num valor social na Galiza de hoje, em detrimento dos direitos lingüísticos galegos, da subsistência da língua própria de Galiza e do bilingüismo com que tanto enchem a boca, mas na realidade desprezam.

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